Ceilândia propõe pausa do Candangão por 60 dias


Por Danilo Queiroz e Bruno H. De Moura

O futebol do Distrito Federal precisará esperar mais 11 dias para ter bola rolando. Porém, existe um dos doze clubes do Campeonato Candango está determinado a não aguardar o novo prazo definido na noite desta sexta-feira (19/3) pelo governo local para o retorno do torneio local. Através do presidente Ari de Almeida, o Ceilândia informou que irá propor aos demais participantes a suspensão da competição por 60 dias.

O mandatário havia antecipado a intenção de pedir um prazo para o retorno dos jogos em caso de prorrogação do lockdown no DF em entrevista exclusiva ao podcast Voz do Quadradinho, do Distrito do Esporte, na última quarta-feira. No programa, Ari disse estar “descrente” da volta do futebol ao fim do primeiro prazo do decreto – na próxima segunda-feira (22/3) -, o que acabou sendo confirmado com o governador Ibaneis Rocha aprovando a volta somente em 29 de março.

Ari de Almeida justificou, ainda no Voz do Quadradinho, o que motivou a ideia. “Vamos ter que dar uma radicalizada, parar por 60 dias e voltar seguro da continuidade. Os clubes, dentre eles o Ceilândia, não conseguem ficar esperando uma decisão do governador para que volte o futebol. Queremos que tenha, mas temos que pensar no momento e ele não é confortável para que a gente volte. A melhor alternativa é esperar”, argumentou.

Em nota oficial publicada na noite desta sexta-feira (19/3), logo após a manutenção da paralisação do Candangão, o Ceilândia reforçou o posicionamento. “Não suportamos mais viver na expectativa de que em sete dias tudo voltará ao normal. Conclamo a todos os demais para aderirem à ideia. Sessenta dias é um prazo médio que poderemos até sonhar com público nos jogos. Suspensão do Candangão por 60 dias já”, diz o texto assinado pelo presidente alvinegro.

A ideia, porém, deve enfrentar a resistência de outros clubes do Candangão. Um deles é o Capital. O Coruja é forte defensor da retomada do torneio local tão logo seja possível – no cenário atual, em 29 de março. Nos últimos dias, o clube também publicou nota (leia na íntegra no fim do texto) onde citou a ciência, os testes quinzenais em jogadores e comissão técnica e citando a participação dos clubes na economia através da geração de empregos para defender o retorno.

A Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) se manifestou no mesmo sentido. Em comunicado oficial intitulado “a culpa não é do futebol” (leia na íntegra no fim do texto), a entidade também relembrou o rígido protocolo utilizado na realização do Candangão e atestou a segurança das partidas. Com a proibição de jogos na capital federal, a entidade tentou articular a continuidade no torneio no Entorno, o que foi frustrado com um decreto da prefeitura de Formosa.

Casos de Covid-19 no Ceilândia

A intenção de pedir a paralisação do Campeonato Candango por 60 dias também foi embasada nos casos de coronavírus registrados no Ceilândia. Dias após vencer o Unaí, em Minas Gerais, por 1 x 0, o Gato Preto testou os profissionais envolvidos na viagem e detectou nove positivos, entre eles jogadores. O grupo foi afastado em 8 de março das atividades no clube alvinegro para cumprimento de quarentena de 14 dias e devem retornar ao trabalho na próxima segunda-feira (22/3).

Nota do Ceilândia

Depois desse decreto de hoje (19/3), o Ceilândia Esporte Clube vem propor a todos a total paralisação do atual campeonato pelo período de 60 (sessenta) dias. Não suportamos mais viver na expectativa de que em 07 (sete) dias tudo voltará ao normal. Conclamo a todos os demais para aderirem à ideia. 60 (sessenta) dias é um prazo médio que poderemos até sonhar com público nos jogos. Suspensão do Candangão por 60 dias já.

Ari de Almeida 
CEILÂNDIA ESPORTE CLUBE

Nota do Capital

Em um momento tão complicado no mundo inteiro, a única saída que nos resta é abraçar a ciência e segui-la em busca de dias melhores!

Por isso o Capital Clube de Futebol entende que o Futebol Profissional no DF tem totais condições de continuidade!

O primeiro motivo é que todos os envolvidos na competição estão sendo testados quinzenalmente. Todo o universo dos atletas, comissão técnica e demais envolvidos estão em um rígido controle sanitário, o que impede a proliferação do vírus. Se o universo do futebol fosse seguido por todas as demais atividades econômicas e pelos governantes, temos certeza que, com testes quinzenais como já indicado por especialistas, a pandemia não se alastraria como está nos dias atuais. Prova disso é que não houve até o momento nenhum caso positivo no elenco do Capital em 2021.

Outro fator que pesa é o econômico, porque sim, somos uma atividade econômica que gera emprego e renda para centenas… milhares de pessoas no DF! Louvamos a iniciativa dos governantes em permitir a retomada das escolas e academias, mas questionamos a razão de não permitir a prática esportiva em local aberto e com TODOS os envolvidos testados, como no caso do Futebol Profissional! Mais uma vez nos apegamos a ciência, ambiente aberto e com testagem em massa Sr. Ibaneis Rocha.

As imagens desta postagem são dos testes sorológicos realizados no dia de hj, reforçando nosso compromisso em seguir rigorosamente as determinações sanitárias para levar segurança no exercício da profissão à nossos atletas, comissão técnica, staff e a todos os seus familiares.

Por acreditar na ciência, pelo desejo de exercer nossa profissão gerando emprego e renda de forma segura, pedimos as autoridades que seja dado tratamento isonômico a nossa categoria, permitindo a continuidade do campeonato Profissional de Futebol do Distrito Federal!

Nota da FFDF

A Federação de Futebol do Distrito Federal e seus filiados acreditam fielmente na ciência e nas dificuldades que temos diante da pandemia de Covid-19. No entanto, a FFDF reitera que não há local mais seguro que o ambiente do futebol, onde estão sendo realizados testes periodicamente e seguindo protocolos rigorosos.

Levando em consideração que uma nova paralisação do futebol, sem qualquer critério científico, uma vez que o transporte público, bancos e supermercados, entre outros setores continuam funcionando normalmente, sem os mesmos devidos cuidados com os quais são aplicados dentro do mundo esportivo.

Com isso, a paralisação irá ocasionar graves danos a todos os profissionais e as famílias que dependem do esporte para sobreviver, onde são geridos milhares de empregos diretos e indiretos.

Uma nova paralisação do futebol significa outro grave equívoco e enorme retrocesso dos gestores públicos no combate à pandemia da Covid-19, que além de demonstrar total despreparo, não elaborou soluções ou alicerces para a sustenção da devida paralisação.

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Fonte: distritodoesporte.com
Author: Distrito do Esporte

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