Com melhor campanha da história do Candangão, Brasiliense bate o Ceilândia e é decacampeão


Colaborou Gabriel Lima
Foto: Patricy Albuquerque

A tarde do terceiro sábado de maio entrou para a história do futebol candango. Não somente marcou o dia da final do campeonato estadual, mas também cravou mais um capítulo da vasta coleção de estatísticas no futebol da capital. A vitória do Brasiliense sobre o Ceilândia por 1×0, com um gol de Keynan deu o décimo título do Jacaré e, de quebra, colocou o time amarelo com 95,8% de aproveitamento, a melhor campanha da história da era profissional do Candangão (desde 1976).

O Técnico Vilson Tadei também entrou para história do torneio como o primeiro na função a ser tricampeão, ele também levantou o caneco em 2019 e 2020 com o Gama. Sua equipe, campeã invicta com 15 vitórias e um empate, entrou em uma seleta lista dos campeões sem derrotas, juntamento com Brasília, Gama, CFZ e Luziânia. Além disso, a campanha ultrapassou a do Brasília de 1977, que também teve apenas um empate, mas com menos jogos disputados.

Brasiliense parte para cima e marca ainda no primeiro tempo

Embalado pela grande campanha até aqui, o Brasiliense partiu para o ataque. Aos 6 minutos, Diogo cruzou e Zé Love finalizou para a grande defesa de Diego, do Ceilândia. Neste lance, o zagueiro do Gato Preto, Lucas Frank, acabou se machucando e foi substituído por Rodrigo. Aos 10 minutos, Peninha entrou pela direita e finalizou no travessão. Poucos minutos depois, Zotti desperdiçou duas oportunidades ao chutar a bola pela linha de fundo.

O Ceilândia deu sua primeira investida aos 16 minutos. Em cobrança de falta de Wisman, o goleiro Edmar Sucuri voou e fez a defesa. Aos 19, veio a resposta do Brasiliense. Mário Henrique invadiu pela esquerda e cruzou para Zé Love, que cabeceou para a grande defesa do goleiro Diego.

No minuto seguinte, Diogo fez boa jogada pela direita e a bola foi para escanteio. Na primeira tentativa, a zaga do Ceilândia tirou e cede novo tiro de canto. Na segunda, Peninha colocou na cabeça do zagueiro Keynan marcar, 1 a 0 Brasiliense.

Keynan (4) é abraçado pelos companheiros após marcar gol que valeu o décimo título do Brasiliense

Antes do apito final, o Ceilândia teve mais uma chance, aos 37, com Wisman, mas a zaga do Brasiliense salvou. O Jacaré teve uma grande chance após Zé Love lançar Peninha. Ele dominou e chutou para grande defesa do goleiro Diego, do Ceilandia.

No segundo tempo, o Ceilândia tenta, mas Brasiliense se segura

Na segunda etapa, o Ceilândia partiu para o ataque em busca do gol de empate, e até chegou a marcar, mas o foi gol anulado aos 2 minutos do segundo tempo, com Mateus Silva, pois estava em impedimento. Depois, o Brasiliense foi para o ataque, assustando o Gato Preto. Com um jogo muito brigado no meio, os dois maiores destaque foram as reclamações de ambos os times por penalidades.

Na saída de campo, a indignação pelo lado do Ceilândia foi expressada pelo zagueiro Liel, que chegou a declarar: “Infelizmente a arbitragem de Brasília tem nos prejudicado bastante. Assim fica difícil”, disse o experiente zagueiro do Ceilândia.

Pelo lado do Brasiliense, a comemoração foi muito grande, pois foi um título invicto em 16 jogos com 15 vitórias e um empate. O zagueiro Keynan disse que; “Foi uma grande alegria fazer o gol do título e ainda, num momento muito importante do jogo”, disse o zagueiro do Brasiliense.

E agora?

Após o título, o Brasiliense se prepara para a pré-série D, frente ao Real Ariquemes, dia 26 de maio, fora de casa. Campeão da Copa Verde no ano passado, o Jacaré ainda tem a Copa do Brasil pela frente. O time de Vilson Tadei enfrentará o Grêmio, pela Copa do Brasil, dia 2 de junho. em Porto Alegre.

Já o Ceilândia, entra em férias e só volta no ano que vem. Como foi vice-campeão em 2021, a equipe, além do Candangão, vai dusputar Copa Verde, Copa do Brasil e série D de 2022.

FICHA TÉCNICA
BRASILIENSE 1X0 CEILÂNDIA
Competição: decisão do Candangão 2021
Local: Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília
Data: 15/05 (sábado)

Arbitragem: Sávio Sampaio, com os assistentes Leila Cruz e Lucas Modesto. Quarto árbitro: Gildevan Lacerda. Quinto árbitro: Matheus Silva.

Gols: Keynan, 20’1º t (Brasiliense)

Cartões amarelos: Mário Henrique, Zé Love, Didira, Lídio, (Brasiliense): Wisman, Andrezinho, Mirandinha, Liel (Ceilândia).

Cartões vermelhos: não houve

BRASILIENSE
Edmar Sucuri; Diogo, Badhuga, Keynan e Mário Henrique (Baloteli); Lídio (Aldo), Zotti e Peninha (Maicon Assis/Carlos Eduardo); Luquinhas, Zé Love e Didira (Gustavo Henrique)
Técnico: Vilson Tadei

CEILÂNDIA
Diego; Andrezinho, Lucas Frank (Rodrigo), Liel e Fernandinho (China); Geovane, Werick e William (Felipe Goiano); Mirandinha (Gabriel Pedra), Matheus Silva e Wisman (Igor Pato)
Técnico: Adelson de Almeida

Fonte: esportesbrasilia
Author: Sérgio Porto

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