Da euforia à tristeza. Torcida do Brasiliense assiste final junta e lamenta desempenho do time


Por Michael Nunes

Mais um ano que o grito de campeão ficou preso na garganta dos torcedores do Jacaré. O Brasiliense perdeu pelo segundo ano consecutivo o Candangão para o seu arquirival Gama em final. Dessa vez a vantagem inicial era do time de amarelo, mas o Gama correu atrás do prejuízo da primeira partida e, nos pênaltis, levantou o caneco pela 13ª vez.

Sem a presença de torcedores nos estádios em todo território nacional por conta da pandemia do Covid-19, a volta do futebol brasileiro chegou com esse “novo” procedimento: jogadores, arbitragem, imprensa e diretores no estádios, torcedores do lado de fora. Neste sábado, a equipe do Distrito do Esporte foi convidada e acompanhou o segundo jogo da final com a torcida do Jacaré.

A sede da Facção Brasiliense, maior organizada do clube, estava lotada. Eram mais de 500 torcedores com bandeiras tremulando, bateria afinada, fogos de artifício e muitos gritos de apoio ao Brasiliense. O cenário na sede da torcida, que fica situado na Ceilândia Sul, era de alegria e confiança antes da bola rolar. A vantagem criada na partida de ida motiva os amantes do Jacaré.

Diretor geral da torcida, Mayksson Miller, tinha grandes expectativas antes da bola rolar. Para ele, o Jacaré ia ganhar novamente, dessa vez fora de casa: “Vamos ganhar novamente. O jogo será 2 a 0. Comemorar o título dentro da casa deles”, disse Mayksson.

Primeiro tempo de alegria

Quando a partida começou a torcida não parou de cantar e apoiar o Jacaré. Eles sabiam que aquele gol do Gama no finalzinho da primeira partida mostrou que ainda tinha jogo e futebol é uma caixinha de surpresa. O Brasilense jogava bem, tinha o controle do jogo. A cada ataque do Jacaré, os torcedores ficavam mais empolgados. Quando o Gama tinha um ataque perigoso, as reações eram preocupantes.

No fim do primeiro tempo a análise de alguns torcedores eram positivas. Alan Caster, 52 anos, gostou da postura do Brasiliense “O jogo ficou um pouco amarrado. Eles não deram perigo, gostei do Jacaré, não ficou só atrás e teve as melhores chances de gol”, disse Alan.

Para o músico Gabriel Souza, o Jacaré jogou bem a partida, “Controlamos o jogo. Só falta o gol. Mas vai agora no segundo tempo vai sair, tenho certeza”, disse Gabriel.

Michael Nunes – Distrito do Esporte

Parte final de tensão da torcida

O segundo tempo iniciou com um susto para os torcedores. Logo no começo quase o alvi-verde fez o primeiro gol com Michel Platini. Mas o clima ficou preocupante quando Emerson abriu o placar para o Gama aos 12 minutos. Mas a torcida não desanimou e passou a cantar mais, quando Douglas por bem pouco não empatou.

O desespero bateu quando, aos 31 minutos, o Gama teve um pênalti ao seu favor, o camisa 9 Nunes foi para a cobrança e guardou o seu 13º gol no torneio. O silêncio, então, predominou no ambiente. Ninguém acreditava no que estava acontecendo. Quando acabou a partida a palavra mais falada pelos integrantes era, “o jogo tava na nossa mão”. Mas não teve jeito, agora era torcer nos pênaltis.

Antes das cobranças começarem, a torcida incendiou o local. Com a bateria afiada, além de muitos fogos de artifício, a Facção agitava a todos e mandava energia positiva da Ceilândia para o Gama, aonde os comandados de Márcio Fernandes iam para as penalidades.

Porém, foi só começar as cobranças para o tempo fechar de vez. Os torcedores viram o time perder o título, que segundo suas palavras estava nas mãos. Desânimo, revolta e choro foi o cenário após o Gama levantar o Bicampeonato dentro de casa, após 8 anos, e, pelo segundo ano seguido, em cima de uma favorito Brasiliense.

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Fonte: distritodoesporte.com
Author: Michael Nunes

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