É decacampeão! Com gol de zagueiro, Brasiliense carimba campanha perfeita


Por Bruno H. de Moura, Danilo Queiroz e João Marcelo

O melhor jogador do campeonato não desencantou. A mais firme defesa do Candangão falhou. O treinador mais elogiado foi driblado taticamente pelo seu oponente. A revelação passou despercebida. As apostas antes da final praticamente se desfizeram. Futebol é técnica, é raça, é bola no pé, mas também é sorte, Justiça não costuma condizer com o resultado após 90 minutos de jogo.

O Ceilândia foi melhor no somatório do jogo, o Brasiliense, destruidor na competição, foi efetivo, mas apresentou um futebol abaixo. De todas as previsões somente uma se confirmou: o Brasiliense é o melhor time do futebol de Brasília e, num torneio quase perfeito – apenas um empate em 16 jogos -, levanta sua décima taça do futebol de Brasília, o primeiro em quatro anos, após perder em 2018, 2019 e 2020. Graças à defesa, graças à cabeça de Keynan.

Na início da primeira etapa o Brasiliense não tomou conhecimento do Ceilândia. O time dos Estevão pressionou até abrir o placar, aos 19′, com o até então zerado em gols Keynan. Após, o Gato Preto voltou melhor, mais ofensivo. Porém, criou, criou, mas não levou perigo ao gol de Edmar Sucuri. era uma posse de bola sem resultado. Na espreita, o Jacaré aguardava o erro do Gato Preto para ampliar o placar. Mas, nos 45 minutos iniciais, mais ninguém balançou o placar.

Na segunda etapa, só deu Ceilândia. As mudanças táticas e de atletas de Adelson encaixaram, mas a qualidade, abaixo, do elenco do Gato Preto fizeram falta. Edmar Sucuri não trabalhou, as bolas chegavam só pelo alto, mas pouco perigo traziam. Mas gol que é bom não teve. E o Brasiliense, que amassou todos os adversários, soube se defender na hora que precisou.

Mas quem levanta a sua terceira taça como treinador é Vilson Taddei. De novo, invicto. Pela primeira vez temos um tricampeão no Distrito Federal, e pela primeira em sequência. 2019, 2020 e 2021. Coroou seu domínio na linha técnica do esporte candango. Do outro lado, Adelson segue o que é: o rei da Ceilândia, e sempre, um dos melhores – quiçá o melhor da história – treinadores do futebol de Brasília.

De todos os lados, ao menos, três felicidades. Brasiliense e Ceilândia garantiram, ambos, vagas na Série D de 2022, Copa Verde de 2022 e Copa do Brasil 2022. Dessa última vem a melhor das premiações. Garantidos R$ 560 mil pela participação na primeira fase da competição para o Jacaré e para o Gato Preto.

1º Tempo: Pressão do Jacaré e gol de zagueiro

Na primeira etapa, o time de amarelo começou ensandecido, com uma formação ofensiva e explorando os espaço do Gato Preto, como previsto, fechado e com uma linha de quatro seguida por uma de cinco, sempre para trás.

Aos 6′, Diogo esperto pegou o corredor à direita, cruzou na pequena área para Zé Love que de primeira chutou em cima do goleiro Diego que impediu o gol. Na jogada, o zagueiro Lucas Franklin caiu no chão, sentindo o adutor da perna esquerda. Adelson de Almeida, nos primeiros minutos, queimava a primeira alteração. Rodrigo no lugar do contundido Lucas Frank.

Aos 10′ foi a vez de Peninha receber bom passe de Peninha, deixar Geovane para trás e arriscar em cima do gol de Diego. A bola resvalou no travessão e saiu do perigo. Só dava Brasiliense. Aos 12′, cobrança de escanteio da esquerda para a direita, livre, Zotti próximo à pequena área pegou fraco na bola que passou pelo canto esquerdo do Gato Preto.

O Brasiliense era o senhor do jogo. O Ceilândia não botava a bola no chão, as linhas de marcação criadas por Adelson de Almeida funcionavam na defesa, mas impediam uma jogada de velocidade com Mirandinha, Andrezinho ou Fernandinho. Aos 15′ Zotti, do meio da rua, arriscou para longe.

Aos 17′ Wisman em cobrança de falta levantou a bola nas mãos de Edmar Sucuri, que pela primeira vez no jogo trabalhou. Já aos 19′ lançamento preciso de Mário Henrique, dentro da área, para cabeceio fraco de Zé Love para defesa de Diego, contundido, ser atendido antes da cobrança de escanteio.

Na cobrança, Peninha levantou na medida para Keynan, marcado por Wisman e Mirandinha, adiantar-se aos defensores e abrir o placar para o Jacaré. Pela primeira vez na competição o zagueiro balançava as redes. Brasiliense 1-0 Ceilândia.

Atrás no placar, o Gato Preto partiu para a ataque. Wisman, Willian e Mirandinha, até então travados pela pressão do Brasiliense e pelo esquema naturalmente defensivo de Adelson de Almeida, saíram do recuo. O árbitro parava a partida para a reidratação dos atletas.

Vilson Taddei conversava com seus volantes, em especial. Adelson, com seu ataque. Um pedia para a equipe não perder o ritmo após o gol. O outro queria sangue nos olhos.

O Gato Preto voltara mais ofensivo, controlando a bola e buscando os espaços. O Brasiliense chamava o time adversário para dentro da área. Mirandinha na velocidade cruzou dentro da área, mas antes de Matheus Silva, Edmar Sucuri saltou e encaixou a bola. Em cobrança de falta, Wisman bateu no primeiro pau para Fernandinho, mas Keynan desvio para escanteio, desperdiçado na sequência.

Aos 44′, contra-ataque do Jacaré, Zé Love de fora da área anteviu Didira dentro da área, lançou para o meia-atacante bater forte em cima do peito de Diego. Na sequência, falta na risca da entrada da área defendida pelo time da Ceilândia. Zé Love na cobrança chutou forte, mas o corpo de Mirandinha desvio a escanteio. Didira ainda cruzou para dentro da área, nas mãos de Diego, até Sávio Sampaio apitar pela última vez na etapa inicial.

2º Tempo: Controle do Gato Preto, mas título do Jacaré

Atrás no placar, Adelson de Almeida foi obrigar a mexer no time. Apagado na partida, Fernadinho deu lugar para China.

Aos 2”, escanteio para o Ceilândia à direita, batida de Wisman no segundo pau, Liel desviou e ela sobrou para Matheus Silva, impedido, empurrar no fundo da área. A assistente Leila Cruz e o árbitro Sávio Sampaio rapidamente anularam o gol.

Já aos 7” cruzamento de Mário Henrique dentro da área, Zé Love furou na primeira tentativa, enquanto na segunda pegou estranho numa tentativa de gol de bicicleta, falha. O artilheiro isolado da competição não estava bem no jogo.

Mais espero, mais marcador, mais ofensivo, mas ainda sem finalizar ao gol, o Ceilândia botava a bola no chão, controlava o meio de campo e pressionava a saída de bola. Porém, na hora H o time falhava. Atento, Adelson de Almeida, responsável pela alteração de panorama do jogo na etapa inicial, sacou o cansado Wisman e colocou Igor Pato.

Aos 17” foi a vez de Liel cabecear, em cobrança de falta, nas mãos de Edmar Sucuri. Na jogada seguinte duas mudanças de Vilson Taddei. Peninha, apagado no jogo, deu lugar para Maicon Assis, enquanto Mário Henrique saiu para Balotelli jogar. A partida se embolava, o Ceilândia falhava no último passe. O Gato Preto perdia, a rodo, chances em escanteio. O Brasiliense só se defendia.

Aos 24” China cobrou na boca da entrada da área, na cabeça de Werick, que desviou para a zona central, mas nenhum de seus companheiros chegou na bola. Parada técnica para reidratação que, na primeira etapa, levou à mudança de patamar do Gato Preto.

Novamente Vilson Taddei atuava. Lidio, machucado, deu espaço para Aldo. Já Adelson mudou na criação. Gabriel Pedra e Felipe Goiano nas posições de Mirandinha e Geovane. Tempos depois, Didira por Gustavo Henrique e Maicon Assis por Carlos Eduardo.

Aos 35” Felipe Goiano cobrou falta no segundo pau, Rodrigo, do Ceilândia, caiu após choque com Diogo e toda a equipe do Ceilândia pediu pênalti, mas Sávio Sampaio não assinalou. Faltava um homem de bom passe e um finalizar para o Ceilândia. Aos 42” foi a vez de Zé Love reclamar de empurrão, mas Sávio nem deu assunto.

O árbitro deu 7 minutos de acréscimo. O Ceilândia seguia nas bolas aéreas, mas não foi assim que o gato preto venceu, no final, Luziânia, Santa Maria, e outros jogos essenciais. E não foi assim que tirou o mel da boca da criança. Ou melhor, da boca do Jacaré. Campeão, pela décima vez, hegemônico em Brasília desde o final do Candangão 2020.

Brasiliense: 1

Edmar Sucuri; Diogo, Badhuga, Keynan , Mário Henrique (Balotelli); Lídio (Aldo), Zotti, Luquinhas; Peninha (Maicon Assis [Carlos Eduardo]), Didira (Gustavo H.), Zé Love;

Tec.: Vilson Taddei

Ceilândia: 0

Diego; Fernandinho, Liel, Lucas Frank (Rodrigo), Andrezinho; Mirandinha(Felipe Goiano), Werick, Geovane (Gabriel Pedra); Willian, Wisman (Igor Pato), Matheus Silva

Tec.: Adelson de Almeida

Arbitragem:

Árbitro central Savio Pereira Sampaio
Assistente 1 Leila Naiara Moreira da Cruz
Assistente 2 Lucas Costa Modesto
Quarto Árbitro Gildevan Lacerda Gonçalves
Quinto Árbitro Matheus de Moraes Silva
Inspetor Rodrigo Paulino de Souza
Delegado Geufran Almeida de Oliveira

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Fonte: distritodoesporte.com
Author: Bruno Henrique de Moura

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