Empate com a Roma é a prova de que a vida da Juventus vai estar muito mais complicada nessa temporada


Na coluna PAPO TÁTICO, Luiz Ferreira destaca a atuação dos comandados de Pirlo e ainda explica como a equipe giallorossi conseguiu frear o ímpeto de Cristiano Ronaldo, Cuadrado e companhia

A Juventus iniciou a temporada de 2020/21 com o objetivo claro de transformar a superioridade conquistada a nível nacional nos últimos anos em protagonismo continental. Não por acaso, a diretoria gastou alguns milhões de euros para reforçar o time e apostou em Andrea Pirlo para ser o comandante da equipe e reoxigenar as ideias no elenco da “Vecchia Signora”. Se a Juve começou bem o Campeonato Italiano (com vitória por 3 a 0 sobre a Sampdoria), ela já percebeu que as coisas não vão ser tão fáceis assim logo na segunda rodada. Isso porque a Roma fez jogo correto neste domingo (27), executou bem a estratégia do português Paulo Fonseca e só não venceu a partida por puro preciosismo dos seus atacantes e porque CR7 segue implacável mesmo aos 35 anos de idade. Definitivamente, a Juventus não terá vida fácil nessa temporada. Pelo menos no Calcio.

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Diferentemente da estreia no Campeonato Italiano, Pirlo armou a Juventus com Danilo e Cuadrado jogando como laterais, Cristiano Ronaldo mais solto no ataque e com Ramsey, Morata e Kulusevski logo atrás do português. Na prática, um 4-2-3-1 que não conseguiu superar a boa marcação da Roma e o 3-4-2-1 de Paulo Fonseca. Se Dzeko era motivo de atenção constante para a Bonucci e Chiellini, Pedro e Mkhitaryan se movimentavam muito às costas de Rabiot e McKennie e tinham ótimas opções ofensivas a partir das chegadas dos volantes Pellegrini e Veretout e dos alas Santon e Spinazzola. Os dois primeiros gols saíram em lances de penalidades marcadas após toques de braço dentro da área. Mas a Roma mostrava que estava mais ligada na partida ao explorar bem os contra-ataques e a lentidão nas transições defensivas da Juve com mais um gol de Veretout.

Roma fechando as linhas de passe e pressionando muito a saída de bola da Juventus. Com Rabiot e McKennie muito afastados da linha defensiva, a equipe de Paulo Fonseca conseguiu controlar o jogo em determinados momentos com a dinâmica colocada por Dzeko, Pedro e Mkhitaryan. Foto: Reprodução / YouTube / Serie A

A Roma voltou do intervalo mantendo a mesma estratégia: equipe fechada com uma linha de cinco na frente da área defendida pelo goleiro Mirante, outra linha com quatro jogadores no meio-campo e Dzeko isolado pronto para puxar os contra-ataques, mas sem deixar de pressionar os volantes da Juventus. Linhas compactadas, alas presentes no apoio e muita intensidade nas transições com muita movimentação entre as linhas do adversário. Faltava, no entanto, o capricho nas conclusões a gol. O já citado atacante bósnio e o volante Veretout desperdiçaram ótimas oportunidades antes de Rabiot receber o segundo cartão amarelo depois de falta feia em Mkhitaryan. O cenário estava todo a favor dos comandados de Paulo Fonseca, já que Andrea Pirlo já havia feito duas substituições para deixar a sua equipe mais consistente no meio-campo e mais agressiva nas transições ofensivas.

Pirlo fez o óbvio: sacou Ramsey e mandou o uruguaio Bentancur para o jogo e armou um 4-4-1 na Juventus com muita velocidade pelos lados do campo com Douglas Costa se movimentando demais no campo ofensivo. O gol de empate da Juventus nasceu logo depois que Dzeko desperdiçou mais uma grande chance de matar o jogo no Estádio Olímpico. Danilo partiu pela direita (às costas de Spinazzola) e cruzou na medida para Cristiano Ronaldo saltar entre os três zagueiros da Roma e estufar as redes. E isso aproveitando um dos únicos cochilos da zaga giallorossi em toda a partida. Desde o espaço concedido a Danilo até a maneira como CR7 pulou sem que Bruno Peres, Mancini, Ibañez e Kumbulla sequer esboçassem uma reação ou (pelo menos) tentassem cortar o cruzamento. A Juventus mostrava sua força mais uma vez e o empate punia as chances perdidas pela Roma.

A Juventus reagiu num dos poucos cochilos da defesa da Roma na partida. Pirlo armou sua equipe num 4-4-1 após a expulsão de Rabiot e viu o volume de jogo crescer após as entradas de Douglas Costa e Bentancur. Mesmo assim, a “Vecchia Signora” ficou devendo uma atuação mais consistente. Foto: Reprodução / YouTube / Serie A

É bem verdade que a Roma é um dos oponentes mais fortes que a Juventus terá pela frente na caminhada rumo ao décimo título italiano seguido. E também é fato que Andrea Pirlo está apenas no seu segundo jogo oficial como treinador da “Vecchia Signora”. Mesmo assim, ficou claro que a equipe de Turim não terá vida fácil. Não somente pela atuação apresentada neste domingo (27), mas pela maneira que os clubes candidatos ao título vão enfrentar o escrete de Cristiano Ronaldo, Cuadrado, Szczesny e companhia. O time giallorossi encontrou um caminho para encurralar a Juventus com muita aplicação tática, intensidade na marcação e velocidade nas transições. Por outro lado, os comandados de Paulo Fonseca também entenderam que é preciso aproveitar as chances criadas diante de uma equipe tão forte como a eneacampeã italiana. A Roma poderia ter vencido sem muitas dificuldades.

Também é preciso deixar claro que os pontos levantados anteriormente não indicam uma queda de rendimento da Juventus e o “final do seu reinado” na Itália. A questão aqui é mostrar que equipes como a Internazionale, a Atalanta (time que segue merecendo muita atenção), o Napoli e a própria Roma também se prepararam muito bem. Isso é muito mais um alerta feito a CR7 e companhia. Chegar no topo é relativamente fácil. O problema é se manter lá.

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Fonte: torcedores.com
Author: Luiz Ferreira

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