Falta de concentração e erros defensivos: Botafogo de Paulo Autuori vai se transformando no “Rei do Empate” do Brasileirão


Luiz Ferreira destaca o empate do Glorioso com o Atlético-GO na coluna PAPO TÁTICO

O Botafogo é uma das equipes que mais chama a atenção deste que escreve aqui no TORCEDORES.COM já faz algum tempo. O Glorioso tem um esquema tático bem definido, tem organização, ataca com bom volume de jogo, mas parece não resolver as partidas. E pior: os comandados de Paulo Autuori são fortes candidatos ao posto de “Rei do Empate” na temporada. A atuação da equipe alvinegra diante do Atlético-GO até que contou com alguns momentos de bom jogo coletivo, lances de perigo e boa execução das estratégias do seu treinador. No entanto, o Fogão ainda oscila demais durante as partidas e sofre com erros defensivos que já custaram pelo menos três vitórias e uma posição bem melhor do que a 18ª na tabela do Brasileirão. Falta ainda mais consistência, mais concentração e mais intensidade nas transições para definir melhor as jogadas e não sofrer com as falhas.

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Paulo Autuori repetiu seu 3-4-2-1 costumeiro no Botafogo. Rafael Foster se colocava entre Kanu e David Sousa e permitia que Kevin e Victor Luís avançassem como verdadeiros pontas. Aliás, vale destacar que o Glorioso vem procurando colocar bastante volume de jogo nas suas transições ofensivas. A começar pela presença de pelo menos sete jogadores no campo de ataque. O frame abaixo mostra o momento em que os alas aparecem na frente dando amplitude no mesmo momento em que Pedro Raul, Bruno Nazário e Matheus Babi pisam na área. Ao mesmo tempo, Rentería e Caio Alexandre também aparecem um pouco mais atrás para receber o passe ou aproveitar o rebote (a popular e conhecida “segunda bola”). Há uma ideia bem clara de jogo de Paulo Autuori. O que o treinador alvinegro não controla é a tomada de decisão dos jogadores. E o Fogão peca demais nesse quesito.

Victor Luís e Kevin aparecem no ataque dando amplitude às jogadas, Caio Alexandre e Rentería chegam por dentro e Pedro Raul, Bruno Nazário e Matheus Babi se projetam para receber o cruzamento. O Botafogo tem uma boa ideia de jogo, mas peca demais nas tomadas de decisão. Foto: Reprodução / Premiere

A oscilação no jogo coletivo e a falta de concentração são alguns dos problemas mais graves do Botafogo. E quem sofre é a defesa. O lance do gol de empate do Atlético-GO (marcado por Hyuri) é um bom exemplo. Notem o espaço que Janderson tem para avançar até a linha de fundo. E notem onde está Victor Luís, justamente o atleta que deveria fechar aquele setor na defesa alvinegra (que se organizava com uma linha de cinco jogadores na frente de Diego Cavalieri. E o que vemos é um “efeito cascata”: Luiz Otávio tem que deixar seu posto para cobrir o espaço, Rafael Foster se preocupa com a presença de Matheus Vargas e Matheuzinho na área alvinegra e Kanu não tem velocidade para cortar o cruzamento. O lance do gol do Dragão foi muito rápido, mas serve para mostrar como um erro serviu para que todo o sistema defensivo do Botafogo ruísse em poucos segundos.

Victor Luís não fecha seu espaço, Rafael Foster não fecha a linha defensiva e Caio Alexandre tem que deixar seu posto para tentar cortar o cruzamento de Janderson para Hyuri. O lance do gol do Atlético-GO é um bom exemplo da falta de concentração e das oscilações do time do Botafogo. Foto: Reprodução / Premiere

Tudo isso acontece porque o Botafogo ainda cede espaços demais. O problema está entre os zagueiros e entre as linhas do 3-4-2-1 de Paulo Autuori. Sempre que um dos zagueiros sai no encalço de algum jogador adversário, Rafael Foster cobre aquele setor (numa variação para uma linha defensiva com quatro atletas). No entanto, para jogar com seis ou sete jogadores atacando ao mesmo tempo, você precisa garantir um mínimo de intensidade nas transições defensivas para que o setor não fique sobrecarregado. E o que se vê é uma série de espaços na intermediária alvinegra. As escolhas de Paulo Autuori para a sua equipe são sim bem compreensíveis. Mas o grande problema está na execução desse plano de jogo. Falta concentração e falta também compactação entre as linhas. Não é por acaso que o Botafogo sofre com esses erros que já estão se tornando crônicos.

Sempre que um zagueiro sai no encalço de um jogador adversário, Rafael Foster volta para fechar aquele setor. Mesmo assim, o problema do Botafogo não está no plano de jogo e na estratégias de Paulo Autuori. Está na execução, nos espaços concedidos e no inúmeros erros defensivos. Foto: Reprodução / Premiere

O Atlético-GO fez jogo correto em Goiânia e mostrou que tem aplicação tática e boa organização. O time comandado por Vagner Mancini, no entanto, também sofre com problemas defensivos e com a carência de jogadores confiáveis no elenco do Dragão. Mesmo assim, parece sofrer menos para resolver suas partidas do que o Botafogo. Por mais que os comandados de Paulo Autuori saibam criar jogadas de ataque, por mais que Honda, Kalou, Matheus Babi e Bruno Nazário tenham qualidade, o Glorioso necessita de mais concentração para garantir resultados positivos e não complicar partidas que poderiam ser resolvidas sem tantas dificuldades. O problema nem está no número de derrotas (apenas duas em onze partidas). Está no absurdo número de empates. Se tivesse vencido dois desses jogos, o Botafogo estaria na parte de cima da tabela e numa colocação muito mais confortável.

Empatar demais numa competição como o Campeonato Brasileiro é extremamente ruim para qualquer equipe. E a grande missão de Paulo Autuori nesse momento é devolver um pouco de confiança para que sua equipe saiba como reencontrar o caminho das vitórias nessa temporada. Mesmo com o elenco enxuto, há como o Glorioso resolver as pendências para jogar mais e melhor do que vem jogando.

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Fonte: torcedores.com
Author: Luiz Ferreira

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