Inglaterra vira pra cima da Bélgica na base da consistência, da organização e da força mental; entenda


Na coluna PAPO TÁTICO, Luiz Ferreira analisa a atuação do English Team na “vingança” das derrotas na Copa de 2018

É bem verdade que a Liga das Nações da UEFA não tem o mesmo peso de uma Copa do Mundo. Bem longe disso. No entanto, é preciso dizer que o resultado obtido em Wembley anima e dá moral para a Inglaterra de Gareth Southgate. Primeiro pela “vingança” em cima da Bélgica (que venceu o English Team duas vezes na Copa do Mundo de 2018). E depois por tomar a liderança do Grupo 2 da competição europeia do adversário deste domingo (11). Destaque para a boa movimentação de Rashford no ataque, para a dinâmica de Declan Rice no meio-campo e para a segurança passada por Pickford no gol. A Bélgica, por sua vez, acabou se desmanchando com as chances desperdiçadas por Carrasco (uma em cada tempo) e com as falhas do seu sistema defensivo diante de um adversário mais arrumado e mais consistente na defesa. Melhor para os Three Lions e para Gareth Southgate.

Inglaterra e Bélgica utilizaram a já conhecida linha de cinco na defesa. Mas quem levava mais perigo no ataque eram os Diabos Vermelhos. O técnico Roberto Martínez repetiu a estratégia utilizada contra o Brasil na Copa do Mundo de 2018: o escrete belga recuava e esperava o English Team para se lançar ao ataque buscando a velocidade de Lukaku e Carrasco pelos lados. O objetivo aqui era explorar a lentidão da formada por Walker, Dier e Maguire. Aos 30 minutos de jogo, a Bélgica tinha pouquíssima posse de bola, mas era muito mais perigosa nas tramas ofensivas. Do outro lado, a Inglaterra demorou muito para se encontrar na partida. Rashford e Mount (principalmente este último) jogavam muito afastados de Calvert-Lewin e não contavam com as chegadas de Alexander-Arnold e Trippier pelos lados já que ambos estavam muito bem vigiados por Meunier e Castagne.

Roberto Martínez e Gareth Southgate armaram suas seleções num esquema com três zagueiros, mas era a Bélgica quem levava mais perigo no ataque na primeira etapa. Principalmente por conta das investidas de Carrasco e Lukaku. Os Diabos Vermelhos repetiam a estratégia do jogo contra o Brasil na Copa de 2018.

Aos 15 minutos, Lukaku converteu pênalti sofrido por ele mesmo. No entanto, justo num momento em que o cenário estava completamente favorável para a Bélgica, Meunier agarrou Henderson dentro da área e o árbitro alemão Tobias Stieler marcou a penalidade que seria convertida por Rashford. Vale lembrar que os Diabos Vermelhos reclamaram muito de um impedimento marcado na origem de um gol marcado por Carrasco no início do primeiro tempo. O mesmo camisa 11 ainda receberia passe açucarado de Lukaku dentro da área, mas chutou mal e desperdiçou boa chance de colocar a Bélgica em vantagem no placar novamente. O intervalo seria importantíssimo para que Gareth Southgate acertasse o posicionamento do English Team e aproveitasse a oscilação do seu adversário. Ainda mais depois que os Diabos Vermelhos sofreram o empate mesmo estando melhor no confronto disputado em Wembley.

Calvert-Lewin (companheiro do brasileiro Richarlison no Everton) começou a ser mais acionado por Rashford e Mount no comando de ataque. Além disso, Trippier e Alexander-Arnold também passaram a apoiar mais e dar opção de passe. O volume de jogo inglês deu resultado aos 18 minutos da segunda etapa, depois que Mount recebeu na área e contou com o desvio em Alderweireld para vencer o goleiro Mignolet e decretar a virada. Logo depois, Gareth Southgate foi dando sangue novo ao English Team com as entradas de Harry Kane, Phillips e James e orientou sua equipe a guardar mais a posição na defesa para explorar os contra-ataques buscando a velocidade de Rashford a partir do lado esquerdo. Mesmo jogando de maneira mais pragmática do que o costume, a Inglaterra segurou o ímpeto da Bélgica na base da força mental e assumiu a liderança do Grupo 2 da Liga das Nações.

Inglaterra vs Belgica - Football tactics and formations

Com Rahsford e Mount recolocando a Inglaterra em vantagem no placar, o técnico Gareth Southgate deu fôlego novo ao seu time e apenas se fechou an defesa para esperar o momento certo para contra-atacar. Do outro lado, a Bélgica se desmanchava na partida depois das falhas na defesa e com a desorganização no ataque.

A vitória em Wembley não deixa de ser uma “vingança” das derrotas na Copa do Mundo de 2018 (a última delas no jogo que valeu o terceiro lugar no Mundial). Mesmo assim, os três pontos conquistados reforçam ainda mais o bom trabalho realizado por Gareth Southgate no English Team. O 5-3-2/3-4-2-1 ganhou mais velocidade com Rashford e Mount pelos lados e mais presença no ataque com Alexander-Arnold pelo lado direito. Falta, no entanto, um volante de mais chegada no ataque e alguns ajustes no posicionamento do trio de zagueiros. A escolha por manter Dier entre Walker e Maguire se justifica pela qualidade técnica e experiência dos três, mas deixa o setor lento na marcação e nas transições. Fosse a Bélgica mais feliz nas conclusões, a história da partida poderia ter sido muito diferente. Ainda mais com Carrasco desperdiçando chances incríveis.

Os números do SofaScore apontam para um domínio maior da Bélgica na posse de bola e nas finalizações, mas também indica uma maior efetividade da Inglaterra nos chutes que foram na direção ao alvo. Mais uma prova de que o futebol atual premia a eficiência e aqueles que sabem aproveitar as chances criadas numa partida. E a Inglaterra de Gareth Southgate vem dominando esse quesito nos últimos dias. Consistência e força mental.

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Fonte: torcedores.com
Author: Luiz Ferreira

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