Joachim Löw e Luís Enrique mostram suas boas ideias no empate entre Alemanha e Espanha


Na coluna PAPO TÁTICO, Luiz Ferreira disseca o empate entre alemães e espanhóis na rodada de abertura da Liga das Nações da UEFA 2020/21

Tudo aquilo que dissemos sobre os clubes (nesse cenário de tentativa de retomada das atividades enquanto o mundo tenta conter o avanço da pandemia do novo coronavírus) também vale para as partidas entre seleções. Esse foi o panorama da rodada de abertura da Liga das Nações da UEFA 2020/21 e mais precisamente do confronto entre Alemanha e Espanha, talvez o mais esperado do dia. Mesmo sem contar com seus principais jogadores, os dois times conseguiram fazer uma partida interessante em Stuttgart, incluindo ótimos duelos de ideias entre os técnicos Joachim Löw e Luís Enrique. Acabou que o empate foi o resultado mais justo diante do que se viu em campo durante os noventa e poucos minutos de partida. De acordo com o cada vez melhor SofaScore, o empate desta quinta-feira (3) teve 22 finalizações a gol, sendo dez dos alemães e doze dos espanhóis.

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O duelo tático começou no anúncio das escalações de Alemanha e Espanha. Joachim Löw mandou a Alemanha a campo com três volantes, mas o time se comportou num 3-4-1-2 com Emre Can se juntando a Süle e Rüdiger num trio de zagueiros. Mais à frente, Gündogan e Kroos cuidavam da saída de bola para o trio ofensivo formado por Sané, Draxler (que jogou praticamente como um “enganche”) e Timo Werner. Do outro lado, Luís Enrique organizava sua equipe num 4-3-3/4-1-4-1 com bom toque de bola no meio-campo, mas sem a velocidade necessária para furar o bloqueio germânico. Principalmente porque Busquets e todo o sistema defensivo espanhol sofria com a marcação sob pressão da Alemanha. A saída (quase sempre) foi apostar nos lançamentos longos para a velocidade de Rodrigo, Jesús Navas e Ferrán Torres. Destaque para as boas atuações de Trapp e De Gea.

Joachim Löw montou a Alemanha num 3-4-1-2 com saída forte pelos lados do campo com os alas Kehrer e Gosens e bastante gente na frente da área de Trapp. A Espanha de Luís Enrique só conseguia furar o eficiente bloqueio defensivo germânico a partir das bolas longas para o trio ofensivo.

A Espanha foi se encontrando na partida aos poucos. Principalmente depois que passou a forçar o erro na saída de bola da Alemanha e a compactar mais sua equipe. Tanto que Busquets apareceu no campo ofensivo algumas vezes e Thiago Alcântara distribuiu bem o jogo. Faltava ainda a velocidade necessária para furar as linhas do forte oponente desta quinta-feira (3). Luís Enrique percebeu o problema ao lançar o jovem Ansu Fati no lugar de Jesús Navas, mas quem marcou foi a Alemanha com Timo Werner completando bela jogada iniciada do lado direito com Gündogan. A virada de jogo perfeita encontrou Gosens se projetando às costas de Carvajal e com o camisa 9 germânico se livrando de Sergio Ramos e Pau Torres antes de chutar no canto esquerdo de De Gea. O gol mudaria muita coisa na partida em Sttugart. Principalmente na estratégia dos dois treinadores.

Luís Enrique sacou Busquets para a entrada de Merino e trouxe Thiago Alcântara para jogar à frente da zaga. E o camisa 10 da Fúria fez a equipe crescer na partida com bons passes que exploravam bem a velocidade dos companheiros de equipe. Joachim Löw, de maneira até então inexplicável, mandou o zagueiro Ginter para o lugar de Leroy Sané (lesionado). As entradas do volante Serdar e do zagueiro Koch nas vagas de Gündogan (que fazia boa partida) e Timo Werner simplesmente trouxeram o escrete germânico para seu campo. Foram poucos minutos, mas a Alemanha chegou a jogar com quatro zagueiros, dois alas, três volantes e um meia contra a Espanha. Tanto que o gol de empate saiu depois que Ferrán Torres partiu pela direita e cruzou para a área. Rodrigo tocou de cabeça e a bola sobrou para Gayà (em posição bastante duvidosa) estufar as redes de Trapp.

Espanha vs Alemanha - Football tactics and formations

A Espanha cresceu com as mexidas de Luís Enrique e empurrou a Alemanha para seu campo até conseguir o gol de empate praticamente no último lance da partida. Acabou que Joachim Löw acabou com ímpeto ofensivo da sua equipe ao empilhar zagueiros e volantes na frente da área defendida por Trapp.

Este que escreve lembra mais uma vez que toda análise mais detalhada de qualquer equipe precisa levar em consideração uma série de novos fatores que o cenário mundial nos impõe. Desde a necessidade de um controle maior por conta da pandemia do novo coronavírus até o fato dos jogos estarem sendo realizados sem público nos estádios. E o cuidado precisa ser ainda maior quando falamos de partidas entre seleções. Certo é que, apesar de todas as dificuldades e da clara necessidade de se recuperar as ideias de cada treinador, Alemanha e Espanha fizeram uma partida bastante interessante e divertida nessa rodada de abertura da Liga das Nações 2020/21. Nem tanto pelo jogadores em campo, mas por todos os conceitos apresentados dentro de campo pelos ótimos treinadores Joachim Löw e Luís Enrique. E a tendência é melhorar com o passar dos dias e dos jogos.

É só o começo de uma competição que caiu no gosto do torcedor e se mostrou extremamente útil para as seleções do Velho Continente. Não somente por ocupar as datas FIFA com algo mais atraente do que amistosos contra seleções sem expressão, mas por manter o espírito de competitividade em todos os jogadores. E treinadores também.

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Fonte: torcedores.com
Author: Luiz Ferreira

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