Nem a polêmica do VAR diminui o tamanho da atuação do Atlético-MG


Luiz Ferreira destrincha a vitória do Galo sobre o São Paulo e as estratégias de Jorge Sampaoli e Fernando Diniz na coluna PAPO TÁTICO

O gol de Luciano anulado pelo árbitro de vídeo em impedimento milimétrico será o principal assunto das principais mesas redondas nesta sexta-feira (4). Não somente pela maneira como foi marcado, mas pelo momento em que o gol saiu. Justo num momento em que o São Paulo estava bem melhor na partida e aproveitava uma desorganização poucas vezes vista no Atlético-MG de Jorge Samapoli. Por outro lado, o que pouca gente se dá conta é que um dos elementos mais importantes do futebol se chama concentração. Os comandados de Fernando Diniz simplesmente se desmancharam após o gol anulado e o Galo mostrou porque é um das principais forças do país atualmente. Volume de jogo absurdo, intensidade, boas trocas de passe e muita velocidade nas transições. Por mais que o VAR tenha sido protagonista, é preciso aplaudir a atuação do Atlético-MG nesta quinta-feira (3).

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É bom que se diga que o São Paulo jogou muito bem nos primeiros quinze minutos de partida. Fernando Diniz apostou novamente num 4-4-2 que negava espaços na intermediária, acelerava bastante o jogo quando passava da linha do meio-campo e explorava bem as linhas adiantadas do seu adversário com passes mais longos para Paulinho Bóia, Pablo, Vítor Bueno e Luciano. Foram pelo menos quatro boas chances de abrir o placar no Mineirão com direito a duas bolas na trave de Rafael. Já o Atlético-MG tentava se achar dentro da proposta de jogo de Jorge Sampaoli: um 4-3-1-2 que prendia Mariano na defesa, soltava Guilherme Arana pela esquerda e posicionava Hyoran como “enganche” entre Keno e Eduardo Sasha. No entanto, bastou que Luciano tivesse o gol anulado pelo VAR para que o time do São Paulo perdesse a concentração e perdesse a intensidade na marcação do seu adversário.

Fernando Diniz armou o São Paulo num 4-4-2 de linhas compactadas e saída rápida para o ataque com a qualidade do passe de Tchê Tchê e Hernanes e a mobilidade do seu quarteto ofensivo. A concentração e a intensidade do time caíram demais depois do gol anulado pelo VAR. Foto: Reprodução / Premiere.

O apagão do São Paulo “ligou” o alerta no Atlético-MG. Era preciso ser mais rápido e colocar mais pressão no campo de ataque. Com isso, todo o time fez aquilo que Sampaoli desejava: criar superioridade numérica no meio-campo e criar dificuldades para Tchê Tchê organizar a saída de bola. No primeiro gol atleticano, belo passe de Jair (um dos melhores em campo) para o equatoriano Alan Franco tocar na saída de Tiago Volpi. Mas o segundo gol é que seria ainda mais emblemático. O goleiro Rafael lançou Eduardo Sasha da sua intermediária. Este ajeitou para Hyoran que deu um leve toque na bola em direção ao ponto onde Alan Franco se projetava. Belo gol que mostrou um pouco do jogo posicional e de alta intensidade de Jorge Sampaoli. E justo no instante em que o Galo “invertia a pirâmide” e se organizava num 2-3-5 de tempos mais antigos e românticos do nosso futebol.

O Atlético-MG subiu a concentração e a intensidade e conseguiu dois gols importantes ainda no primeiro tempo explorando o “apagão” do São Paulo após a polêmica com o VAR. O segundo gol do Galo (e de Alan Franco) saiu num momento em que o time de Jorge Sampaoli “invertia a pirâmide” no Mineirão. Foto: Reprodução / Premiere.

O que se viu no segundo tempo até o apito final foi um São Paulo completamente desmanchado e sem reação diante de um Galo que seguiu criando chances e que ampliou aos 13 minutos com Jair aproveitando sobra dentro da área após cobrança de escanteio. O Galo manteve a pressão na saída de bola e o volume de jogo. Keno, Marrony, Marquinhos e Savarino ainda tiveram chance de aplicar uma goleada história no Tricolor Paulista, mas acabaram desperdiçando as chances de balançar as redes de Tiago Volpi. O resultado premia o trabalho de Sampaoli no Atlético-MG e coloca a equipe mais uma vez entre as melhores do Brasileirão. Já o escrete comandado por Fernando Diniz segue pecando demais em situações mais complicadas. Principalmente pela clara dificuldade de manter a concentração diante de adversários mais fortes e com alta intensidade nas suas transições.

A intensidade seguiu alta no Atlético-MG mesmo depois do terceiro gol. Enquanto os comandados de Jorge Sampaoli pressionavam a saída de bola e ocupavam a intermediária adversária, o São Paulo se desmanchou nos 45 minutos finais e não mais se encontrou. As substituições pouco mudaram o panorama da partida. Foto: Reprodução / Premiere.

É verdade que o impedimento (discutível) de Luciano no gol anulado ainda no primeiro tempo (e num momento em que o São Paulo estava melhor em campo, diga-se de passagem) interferiu demais no estado mental das duas equipes. Entretanto, o mesmo pode ser dito das chances claras desperdiçadas por todo o ataque do Tricolor Paulista no início de partida no Mineirão. Aliás, não é a primeira vez que o escrete comandado por Fernando Diniz refuga em momentos decisivos. A confiança precisa estar em alto nível. Ainda mais contra um rival do tamanho do Atlético-MG de Jorge Sampaoli e numa competição como o Campeonato Brasileiro. O VAR será analisado, dissecado, discutido e achincalhado nesses próximos dias e será utilizado como desculpa para a derrota por muita gente. Só que nenhum desses pontos diminui o tamanho da atuação do Atlético-MG nesta quinta-feira (4) em absolutamente nada.

Enquanto o Galo quebra uma sequência de duas derrotas seguidas no Brasileirão, o São Paulo vê sua sequência de três triunfos consecutivos cair por terra depois de vacilar demais na casa do seu forte adversário. E a lição que fica para as próximas partidas é a de que o Tricolor Paulista não pode falhar tanto assim.

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Fonte: torcedores.com
Author: Luiz Ferreira

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