Paranoá dribla dificuldades e sonha com a semi em 2020


A volta do Paranoá ao Candangão Feminino ocorreu de forma traumática na temporada passada. Logo na estreia, o time acabou levando uma senhora goleada de 31×0 para o novato Real Brasília em pleno JK. Logo em seguida vieram outras derrotas significativas e a Sucuri acabou amargando a lanterna da competição.

O treinador e responsável pelo time Raimundo Martins ainda tem bem guardadas na memória as dificuldades encontradas naquele ano e fez questão de enaltecer as atletas por terem honrado seus compromissos até a última rodada: “Ressalvo que aquelas atletas do ano passado foram superprofissionais, deram uma grande contribuição ao Paranoá. Porque apesar de todas as dificuldades, elas em momento algum desistiram de jogar. Cumprimos até o último compromisso assumido contra o CRESSPOM” disse.

Para este ano, o clube ainda possui dificuldades, mas aposta na parceria com um time do Valparaiso de Goiás para conseguir virar o jogo nesse ano: “Fizemos uma parceria com o Juventude do Parque Marajó. Começamos a trabalhar em parceria há mais ou menos um mês, já existia um grupo de atletas e serão elas que vestirão a camisa do Paranoá. O grande objetivo do time ainda não é brigar pelo título, mas sim dar sequência no trabalho Conseguimos inscrever onze atletas no BID, pra gente já é uma grande evolução, jogamos a primeira rodada (em 2019) sem uma atleta federada. Nós vamos trabalhar para buscar uma classificação, mas nós precisamos colocar o time em campo com todas as atletas federadas” ressaltou.

Raimundo não escondeu o jogo e explicou como faz para colocar o time em campo no candangão sem patrocínio: “As próprias atletas que bancaram suas inscrições no BID, a gente está fazendo um rateio para bancar as despesas do médico. O professor Vandinho está nos ajudando demais, estruturando algumas coisas, mas nós ainda não temos patrocínio. O presidente nos deu dois jogos de material, pelo menos quanto a isso não teremos problemas. Temos três dias para estrear e ainda estamos buscando parcerias para pagar a arbitragem, porque neste exato momento nós não temos. As dificuldades continuam, mas estamos trabalhando para reverter a situação”.

Se por um lado o time precisa “matar um Leão por dia” utilizando sua própria expressão, o Paranoá pôde comemorar um apoio vindo da cidade do entorno, que ofereceu os testes de COVID e a Arena Secão do Jardim Ingá para o time mandar os seus jogos: ” A gente vai mandar nossos jogos no complexo esportivo do Jardim Ingá. O Secretário Sr. Juliano nos recebeu muito bem, foi muito atencioso, abriu as portas para o Paranoá junto com o Juventude. Nós conseguimos fazer os testes para COVID aqui no ginásio do Valparaíso através de um colega nosso que está se candidatando à um cargo político” comemorou Raimundo.

Sobrou também uma crítica para a Federação de Futebol do DF. Além do aumento dos gastos com os testes obrigatórios para COVID, a entidade deixou de bancar a arbitragem e ainda acrescentou à despesa o trabalho do Delegado de Partida. Completa a reclamação com o pouco tempo dado pelo organizador do evento para que as equipes se preparassem, e o calendário curto: “Eu acho que a Federação foi muito infeliz ao marcar o início do campeonato agora, o arbitral foi dia 10 de outubro (na verdade foi 7) e vamos jogar agora 28, não deram nem trinta dias para a gente treinar. Tudo bem que tem calendários mas foi muito em cima. Ano passado a gente ainda teve a arbitragem, mas pra esse ano eles estão cobrando 350 pra cada equipe. Até em Sergipe, uma federação pequena, eles bancam a arbitragem lá”.

Para piorar a situação do Paranoá, a Sucuri irá encarar o vice-campeão e o atual campeão nas duas primeiras rodadas. De bom humor, ele acredita que dará trabalho “Pois é, são duas pedreiras, mas isso é bom. Fiquei muito feliz quando soube que o Minas (Brasília) tinha conseguido se manter na primeira divisão, estou torcendo para que o Real faça uma boa campanha na segunda divisão e conquiste o acesso. Será bom para nós porque abre espaço para outras equipes”.

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Fonte: esportesbrasilia
Author: Marcelo Gonçalo

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