Real Madrid aproveita a enorme bagunça no Barcelona para vencer o último “El Clásico” de 2020 com autoridade


Na coluna PAPO TÁTICO, Luiz Ferreira analisa vitória justa dos merengues dentro do Camp Nou

Real Madrid e Barcelona fizeram um jogo extremamente movimentado e até certo ponto divertido de se ver neste sábado (24). Não somente pelos gols de Valverde e Ansu Fati antes dos primeiros dez minutos de partida, mas por todo o conjunto que resultou na vitória justa dos merengues dentro da casa do rival e pela maneira que ela aconteceu. Enquanto Zinedine Zidane preferiu a organização da sua equipe e fez substituições pontuais (e precisas) na sua equipe, Ronald Koeman mandou a campo um Barcelona extremamente modificado para tentar travar as investidas do Real Madrid pelo lado esquerdo. Além da sua estratégia não ter dado certo (muito por conta dos crônicos problemas defensivos do escrete blaugrana), o treinador holandês ainda aumentou mais a bagunça com mexidas que não surtiram o efeito esperado. Venceu quem foi mais organizado e focado durante os noventa e poucos minutos de jogo.

É bom que se diga que Real Madrid e Barcelona começaram a partida buscando o ataque a todo momento e (até certo ponto) abrindo mão de alguns cuidados defensivos. As transições ofensivas eram desorganizadas e abriam espaços generosos à frente das duas duplas de zaga. Não foi por acaso que os gols de Valverde e Ansu Fati saíram de falhas na cobertura de Jordi Alba e Nacho Fernández (jogador que deixou o jogo no final do primeiro tempo lesionado). Se Zidane resolveu corrigir os problemas defensivos da sua equipe ao acertar o posicionamento de Casemiro, Kroos e Mendy dentro do seu 4-3-3/4-1-4-1, Koeman encontrava muitas dificuldades para organizar a retaguarda do Barcelona dentro do seu 4-4-1-1. O veterano Busquets não tem a mesma velocidade de outros tempos, Philippe Coutinho pecou demais na recomposição e o garoto Pedri parece ter sentido o peso do “El Clasico”.

O que se via era um Real Madrid jogando um pouco mais fechado na defesa e partindo em alta velocidade para o ataque assim que a equipe recuperava a bola. Do outro lado, o Barcelona tentava chegar na área de Courtois através das bolas lançadas para Messi no lado direito e com a movimentação do jovem Ansu Fati entre as linhas do adversário. Mas ainda faltava intensidade nas transições para vencer a bem postada defesa merengue. E quando isso acontecia, o Barça esbarrava nos próprios erros de conclusão e na atuação segura de Courtois. Fora isso, ainda havia o problema crônico na recomposição defensiva. Sem o auxílio dos jogadores de frente, todas as bolas estouravam na dupla de zaga formada por Piqué e Lenglet. E o camisa 15 o pênalti cometido em cima de Sergio Ramos e convertido pelo próprio capitão do Real Madrid. Justo num momento em que o Barça estava melhor na partida.

Lucas Vázquez fazia ótima partida pela lateral e ajudava a desafogar o jogo pelo lado direito e Vinícius Júnior (apesar dos erros nas tomadas de decisão) sempre levava perigo entrando em diagonal a partir da esquerda. Zidane descomplicou ainda mais a partida para sua equipe ao mandar Modric e Rodrygo nos lugares de Asensio e Valverde justamente para acelerar nos espaços que surgiam na defesa do Barcelona. O brasileiro Neto salvou o escrete blaugrana em três oportunidades e salvou sua equipe de uma goleada histórica, mas falhou no lance do terceiro gol merengue ao soltar bola fácil nos pés de Rodrygo. A essa altura, Ronald Koeman (que demorou demais para mexer no time) piorou a situação ao empilhar atacantes na tentativa de um empate que não veio. Melhor para Zidane, que corrigiu os problemas defensivos e aproveitou bem a desorganização do seu adversário numa vitória mais do que justa.

É bem verdade que Messi e companhia podem reclamar de pênalti não marcado em cima do camisa 10 do Barcelona ainda no primeiro tempo. Mas devem também reclamar e lamentar muito a atuação diante do Real Madrid neste sábado (24). Koeman (talvez por saber que jogadores como Dembelé e Griezmann não estejam rendendo o esperado) apostou numa formação nova para tentar dar mais velocidade á sua equipe. Faltou, no entanto, consistência e organização para vencer o rival dentro de casa. A impressão que fica é a de que esse Barcelona ainda se desconcentra demais quando está em desvantagem no placar. Messi até que tentava criar alguma coisa saindo da sua zona preferida do campo e caindo um pouco mais pela esquerda, mas acabou sofrendo com a afobação dos companheiros. Falta aquele jogo coletivo e uma estrutura mais sólida para que a equipe não dependa tanto do seu principal jogador.

Números de Barcelona 1 x 3 Real Madrid – SofaScore

Acabou que o Real Madrid (mesmo sem a intensidade e volúpia bem conhecida de outros tempos mais vitoriosos) foi mais feliz e errou menos num jogo movimentado e divertido para quem assistia. Venceu a equipe mais organizada e que melhor explorou as deficiências do seu adversário. Mais um “El Clásico” que salvou a vida de Zidane após duas derrotas seguidas na temporada.

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Fonte: torcedores.com
Author: Luiz Ferreira

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